Mais livros pra compor a minha mini biblioteca, que um dia estará Giganteeeee!!!
#Sonhomeu
Nesse mês, novos livros de Psicologia adquiridos:
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011
quinta-feira, 7 de julho de 2011
SPM / TPM - Os Sintomas e Tratamentos.
Que mulher, da adolescência até a menopausa, nunca sentiu pelo menos uma cólica ou uma alteração no humor?Pois é... As mulheres - em geral - passam, já passaram ou ainda passarão por esse período. Há quem diga que a culpa é de Eva que comeu do fruto proibido (rsrs), outros dizem que acontecem com as mulheres porque os homens não aguentariam (Lógico - rsrs). Enfim... É o natural e é disso que me proponho a tratar aqui no blog de forma bem descontraída.
(TPM se refere somente à tensão pré-menstrual enquanto a SPM - Síndrome da tensão pré-mentrual - apresenta os sinais e sintomas.)

Alguém nesse momento deve estar se perguntando: Mas por que alguém da área de Psicologia discutirá esse assunto?
É simples! Os sintomas da SPM não são só somáticos, são também psíquicos. Eles são se aprensentam somente físicos, como uma cólica, por exemplo, também se aprensentam como psíquicos. Exemplo: Incapacidade de concentração.
Agora que já sabemos que os sintomas da SPM são somáticos e psíquicos, vamos ver quais são os sintomas mais comuns de ambos:
SOMÁTICOS:
Estados congestivos que afetam principalmente as mamas, abdome e pelve, a retenção hídrica e outras manifestações como a enxaqueca, o aumento da secreção vaginal, dores vagas generalizadas, anorexia, aumento do apetite, diarréia, constipação, sudorese, acne, herpes, insônia, crises asmáticas, aumento de peso temporário, dores lombares e ciáticas, distúrbios alérgicos, crises cíclicas de hipertrofia da tiróide, aerofagia, estados hipoglicêmicos e crises convulsivas.
PSÍQUICOS:
Tem maior frequência. Associado à incapacidade de concentração, labilidade afetiva, perturbações no sono, agressividade, irritabilidade, tensão nervosa, humor variável, depressão, ansiedade, crises de choro e desânimo.
Ufa!!! Depois disso, alguns homens vão rever seus conceitos e não mais dirão que TPM é desculpa de mulher pra faltar no serviço, está indisposta e brava (rsrs).
Há uma alteração significativa no organismo da mulher. Em relação aos hormônios podemos observar as alterações:

A neuroendocrinologia é o estudo da produção e liberação de hormônios por células nervosas - neurônios, e a inteção destes com vários orgãos e tecidos alvo, sendo a ovulação o resultado final dessas interações hormonais, gonadais e extra-gonadais, que se iniciam na menarca e continuam até a menopausa. Essa interação citada envolve algumas estruturas principais como: a glândula hipófise - Que secreta e produz hormônios -, o hipotálamo e ovário, influenciado pelo córtex cerebral e o Sistema Límbico - Também conhecido como Sistema da Emoção.
Não vou me aprofundar nessas questões de neurofisiologia e passarei direto ao tratamento.Lógico que, cada caso é um caso. Os sintomas não são os mesmos em todas as mulheres e nem toda cólica é normal. O tratamento possui diferentes níveis e a paciente deve entender esse preocesso da SPM.
TRATAMENTO:
- Evite ou diminua o consumo de doces;
- Pouca ingestão de Sódio (Sal), pois causam retenção no organismo responsáveis pelos inchaços que causam dores nas pernas e nas mamas;
- Pratique exercício físico, eles liberam endorfina e ajudam a melhorar a tensão;
- Não faça uso de café para diminuir a ansiedade;
- Tenha uma alimentação leve, inclua mais frutas e verduras;
- Tente reduzir o estresse;
- Fique longe de bebidas alcoólicas;
- Medicação: Hormônio antiestrogênico, Psicotrópicos, Antidepressivos, Inibitores seletivos da recaptação da Serotonina, Cálcio. - O uso da medicação vai depender do nível de cada caso e a ingestão só pode ser feita com prescrição médica. Colsulte seu ginecologista.
(Sindrome pré- menstrual e Desempenho escolar, 2001, v. 23, nº 7, 452 -459)
(TPM se refere somente à tensão pré-menstrual enquanto a SPM - Síndrome da tensão pré-mentrual - apresenta os sinais e sintomas.)

Alguém nesse momento deve estar se perguntando: Mas por que alguém da área de Psicologia discutirá esse assunto?
É simples! Os sintomas da SPM não são só somáticos, são também psíquicos. Eles são se aprensentam somente físicos, como uma cólica, por exemplo, também se aprensentam como psíquicos. Exemplo: Incapacidade de concentração.
Agora que já sabemos que os sintomas da SPM são somáticos e psíquicos, vamos ver quais são os sintomas mais comuns de ambos:
SOMÁTICOS:
Estados congestivos que afetam principalmente as mamas, abdome e pelve, a retenção hídrica e outras manifestações como a enxaqueca, o aumento da secreção vaginal, dores vagas generalizadas, anorexia, aumento do apetite, diarréia, constipação, sudorese, acne, herpes, insônia, crises asmáticas, aumento de peso temporário, dores lombares e ciáticas, distúrbios alérgicos, crises cíclicas de hipertrofia da tiróide, aerofagia, estados hipoglicêmicos e crises convulsivas.
PSÍQUICOS:
Tem maior frequência. Associado à incapacidade de concentração, labilidade afetiva, perturbações no sono, agressividade, irritabilidade, tensão nervosa, humor variável, depressão, ansiedade, crises de choro e desânimo.
Ufa!!! Depois disso, alguns homens vão rever seus conceitos e não mais dirão que TPM é desculpa de mulher pra faltar no serviço, está indisposta e brava (rsrs).
Há uma alteração significativa no organismo da mulher. Em relação aos hormônios podemos observar as alterações:

A neuroendocrinologia é o estudo da produção e liberação de hormônios por células nervosas - neurônios, e a inteção destes com vários orgãos e tecidos alvo, sendo a ovulação o resultado final dessas interações hormonais, gonadais e extra-gonadais, que se iniciam na menarca e continuam até a menopausa. Essa interação citada envolve algumas estruturas principais como: a glândula hipófise - Que secreta e produz hormônios -, o hipotálamo e ovário, influenciado pelo córtex cerebral e o Sistema Límbico - Também conhecido como Sistema da Emoção.
Não vou me aprofundar nessas questões de neurofisiologia e passarei direto ao tratamento.Lógico que, cada caso é um caso. Os sintomas não são os mesmos em todas as mulheres e nem toda cólica é normal. O tratamento possui diferentes níveis e a paciente deve entender esse preocesso da SPM.
TRATAMENTO:
- Evite ou diminua o consumo de doces;
- Pouca ingestão de Sódio (Sal), pois causam retenção no organismo responsáveis pelos inchaços que causam dores nas pernas e nas mamas;
- Pratique exercício físico, eles liberam endorfina e ajudam a melhorar a tensão;
- Não faça uso de café para diminuir a ansiedade;
- Tenha uma alimentação leve, inclua mais frutas e verduras;
- Tente reduzir o estresse;
- Fique longe de bebidas alcoólicas;
- Medicação: Hormônio antiestrogênico, Psicotrópicos, Antidepressivos, Inibitores seletivos da recaptação da Serotonina, Cálcio. - O uso da medicação vai depender do nível de cada caso e a ingestão só pode ser feita com prescrição médica. Colsulte seu ginecologista.
(Sindrome pré- menstrual e Desempenho escolar, 2001, v. 23, nº 7, 452 -459)
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Terrorismo contemporâneo
Presenciamos, dias atrás, a comemoração de muitos pela morte de Osama Bin Laden alegando que, "a justiça tinha sido feita".Desconheço o significado dessa justiça; a meu ver, a palavra vingança se funde e confunde com esse termo.
Esse é o fim do terrorismo??
Quero aqui deixar, um texto do professor Ricardo Santos Rodrigues - Mestre em Psicologia Social pela Universidade Federal de Minas Gerais - que me é peculiar e reflete meu ponto de vista a respeiro desse assunto:
Esse é o fim do terrorismo??
Quero aqui deixar, um texto do professor Ricardo Santos Rodrigues - Mestre em Psicologia Social pela Universidade Federal de Minas Gerais - que me é peculiar e reflete meu ponto de vista a respeiro desse assunto:
O assassinato de um assassino: Notas sobre a intensificação do terrorismo no mundo Contemporâneo
Estamos a comemorar o assassinato de um assassino produzido por nossa temporalidade. Forjado pela barbárie de nosso tempo que articula um novo modelo de Cruzada, que separa de forma radical, o ocidente e o oriente. Esse “novo” modelo, cultuado há séculos, captura nossas representações acerca do bem, do mal, do cristianismo, da terra santa, da verdade, da justiça e da liberdade.
Entretanto, a morte de um homem não deve representar apenas uma ocorrência singular à nossa condição existencial. Os homens não devem ser destinados à morte de forma a negar ou mesmo banalizar nossa dimensão transcendental. Os homens são animais específicos e não somos feras, por isso mesmo, em tempo algum sepultamos apenas cadáveres.
Basta uma visita rápida aos lugares onde enterramos nossos entes queridos para sabermos que, de certa forma, todos sem distinção permanecem vivos em nossa memória. Aliás, reconhecer isso é perceber que nunca estamos absolutamente sozinhos no mundo. Somos um bicho relacional, simbólico e discursivo. Nenhum tipo de pragmatismo disciplinar contempla a utopia do controle sobre a vida e suas intercorrencias.
Comemorar o assassinato de um assassino, parafraseando Boaventura, não permite a produção de uma vida mais decente e não edifica nenhum conhecimento prudente. Penso que estamos cegos, cegos que vendo não vêem como diria o saudoso Saramago. Em outros termos, como diria um velho homem de meus tempos de meninice: “quem planta vento, colhe tempestade”.
O aclamado terrorismo tem se configurado como nossa melhor expressão maquiavélica sustentando a proposição de que o “homem é o lobo do homem”. Nessa lógica, nos endereçamos a aniquilar nossos inimigos e todos são inimigos, na medida em que, não compartilham nossas considerações. Talvez essa seja uma consideração simplista do exemplar e atual o Príncipe de Maquiavel. Todavia, essa leitura pode ser percebida frente ao espetáculo dantesco que estamos a presenciar.
Vivemos num mundo espetacular, até os inúmeros assassinatos diários de cada dia, que invadem nossas casas se tornam comerciais. Assim, até a desgraça se constitui em um objeto para ser consumido, para saciar nossa fome incomensurável. Estamos aprisionados numa temporalidade “Hollywood”, mais especificamente onde nos colocamos a “exterminar o futuro” produzindo uma narrativa apocalíptica como que deseja apenas a morte.
Há de se interrogar isso. Como sustenta Alain Badiou o ocidente tem muita consciência sobre o mal, mas, negligencia pensar acerca do bem e, a partir dessa incongruência estratégica, convencionamos falar sobre “ética”. Pensar sobre o bem é algo deveras muito comprometedor à lógica massificante que nos consome. Por isso, nos colocamos assim, a comemorar o assassinato de um assassino, a construir muros, armas de destruição em massa, tiranias, especulação econômica, a caixa de pandora está rigorosamente aberta para todos e em todo os lugares.
Se olharmos para os “lideres mundiais” ouviremos cada discurso, práticas, políticas que nem poderíamos imaginar. Ora, eles dizem o que estamos a pensar e seria prudente e elucidador reconhecer que participamos dessas produções. O Presidente dos EUA é o herdeiro do discurso crítico e emancipador de Martin Luther King, enunciação de um sonho que perpassa a presença de nossos ancestrais africanos barbarizados, mas nunca, absolutamente derrotados pela violência da escravidão da qual ainda somos tributários e que perpassa nossa condição existencial, humana e política em todo o mundo.
Mas, ouvi-lo supor que o assassinato de um assassino é um ato legítimo de justiça é algo inaceitável. Considerar que a justiça se confunde com a vingança é, verdadeiramente, potencializar o terrorismo. Talvez essa seja nossa principal identidade nos dias atuais alinhada, articulada e alinhavada com o nosso principal papel público e intelectual: consumir, trabalhar, servir, dormir e voltar a consumir para manter a lógica de nosso tempo.
Michel Foucault indaga a produção da justiça em meio à edificação do Estado Liberal de Direito, ele esclarece que antes da Idade Moderna, a justiça era praticada em nome de um Rei Absolutista que detinha a soberania do Estado e o poder de vida e morte sobre os vassalos. Ocorre que não somos mais vassalos, mas, ainda assim, todas as produções civilizatórias do Estado Liberal estão sendo dramaticamente sepultadas. Esse me parece o pior efeito dessa ocorrência que alguns freneticamente comemoram sobre o pseudônimo de enfrentamento ao terrorismo.
Enfrentar o terrorismo é algo absolutamente necessário. Não podemos recuar desse desafio. Não podemos aceitar as mortes que essas ações produzem, nem os discursos que engendram e nem suas banais justificativas. Devemos recuperar as considerações de Hannah Arendt sobre o flagelo do holocausto que atravessa nossa condição humana. Observação impertinente: todos nós somos humanos apesar de nossas diferenças e ninguém, em lugar algum, é mais humano que outro Homem.
Se desejamos superar o terrorismo devemos fazer arqueologias e cartografias que escapem aos ditames hegemônicos, para encontramos os exemplos de justiça que conservam um potencial retificador, poético, político e humanizador para a conservação da vida, para pensar o bem, para sermos mais prudentes e pacíficos. Nesse sentido, distribuir nossas riquezas com mais equidade é algo fundamental.
Quando penso em arqueologias e cartografias é porque considero que as respostas são parciais, mas estão em todos os lugares e culturas, são produzidas por nós e vivem conosco em nossos desafios e em nossas possibilidades.
Quero apresentar alguns exemplos:
Historicamente, influenciamos aqueles que nos escravizaram e, como aponta Paul Gilroy (2002), nunca fomos apenas músculos porque trouxemos conosco nossas culturas e religiosidades. Nesse sentido, podemos conceber que a elaboração do candomblé constitui-se como um processo político e social, empreendido pelas diversas etnias africanas no ambiente coercitivo das senzalas.
Portando, esse processo ultrapassa os horizontes próprios aos saberes ancestrais e religiosos. Essa elaboração é eminentemente afro-brasileira, ou seja, ela é africana em sua matriz e tornar-se brasileira em sua continuidade histórica. Portanto, a elaboração do candomblé a partir das religiões africanas, constitui-se em uma estratégia elaborada para desenvolver meios de transformar a realidade imposta pela escravidão. Sendo religião o candomblé também é um aparato de luta e resistência.
A matriz africana, a que nos referimos é a materialidade de nossa ancestralidade, pensamentos, sonhos, crenças, tradições, costumes, enfim de nossa negritude. Temos sistematicamente convivido com percepções pejorativas que desconsideram tal matriz. No Brasil, existem exemplos dos efeitos paradoxais dessas considerações pejorativas acerca da negritude que se produz em meio à cultura afro-brasileira.
Isso inevitavelmente contribui para fortalecer o racismo, contribuindo decisivamente para tornar o processo de branqueamento uma saída para inúmeros afro-brasileiros em seu legitimo desejo de ascensão social e reconhecimento público. Um dos nossos maiores escritores e, influente homem público era afro-descendente. Entretanto, em seu atestado de óbito, é declarado como branco: Machado de Assis, no Brasil República com seu ideário higienista e seu propósito de branqueamento, foi transformado em branco para contemplar a cegueira de nossas elites nacionais.
Seu atestado de óbito, antes de mais nada, confirma o processo de branqueamento a que estamos expostos. Isso nos informa um ideário eugênico inscrito no ordenamento: “negro desapareça ou torne-se branco”. Injunção racista que nos remete ao impossível.
O processo que sofremos de “coisificação” no período escravocrata foi contraposto por nossas produções culturais e religiosas, que impulsionaram um permanente movimento de enfrentamento, entretanto; essa originalidade ancestral tem sido atravessada por leituras preconceituosas e pejorativas que tendem a uma dimensão hegemônica na contemporaneidade.
Esse movimento retoma às navegações que nos trouxeram, faz parte de nossa condição existencial de sermos viajantes e de termos a diáspora como elemento constitutivo de nossa negritude o que comporta inúmeros impasses.
Todavia, a presença africana no Brasil e no mundo, bem como, as múltiplas culturas e religiões implementam entre outras coisas, na contra mão da barbárie, o samba, a capoeira, o candomblé, o maracatu, a vida e os textos de Machado de Assis, entre outras coisas.
Atos dessa magnitude desenvolvem referências, que orientam nossas lutas contra o racismo e a desigualdade racial porque revelam que em tempo algum fomos bestialidades escravas. No mundo, nossa presença negra, também, produziu outras saídas singulares – nem por isso despolitizadas e inocentes – de enfrentar, corajosamente, o racismo com todo seu potencial exterminador inclusive de nossas culturas ancestrais e tradicionais.
Enfrentar o terrorismo tem haver com isso porque ele comporta outras formas de marginalidade e coisificação como o racismo. Devemos urgentemente consultar Mandela que em sua luta contra o apartheid foi considerado terrorista. Seria, no mínimo, um diálogo interessante. Aliás, sua historicidade revela uma bela consideração acerca da coragem que não implica ausência de medo.
Todos nós estamos com medo, aterrorizados e me ocorre que a única saída é falarmos disso para encontrarmos um fundamento que não seja militar, bélico, mortal e relativo à guerra de todos contra todos. Nossa Política, como aponta Foucault, precisa superar esse paradigma terrorista da guerra de todos contra todos.
Um pouco de psicanálise informa que demos – ao assassinar um assassino – um atestado de guerra mútua e sem fim. Parece-me que ratificamos o terrorismo como um fundamento que une o ocidente ao oriente em uma cruzada sem fim. Nesse ordenamento, caminhamos loucamente rumo a um precipício e isso não é prudente.
Portando, esse processo ultrapassa os horizontes próprios aos saberes ancestrais e religiosos. Essa elaboração é eminentemente afro-brasileira, ou seja, ela é africana em sua matriz e tornar-se brasileira em sua continuidade histórica. Portanto, a elaboração do candomblé a partir das religiões africanas, constitui-se em uma estratégia elaborada para desenvolver meios de transformar a realidade imposta pela escravidão. Sendo religião o candomblé também é um aparato de luta e resistência.
A matriz africana, a que nos referimos é a materialidade de nossa ancestralidade, pensamentos, sonhos, crenças, tradições, costumes, enfim de nossa negritude. Temos sistematicamente convivido com percepções pejorativas que desconsideram tal matriz. No Brasil, existem exemplos dos efeitos paradoxais dessas considerações pejorativas acerca da negritude que se produz em meio à cultura afro-brasileira.
Isso inevitavelmente contribui para fortalecer o racismo, contribuindo decisivamente para tornar o processo de branqueamento uma saída para inúmeros afro-brasileiros em seu legitimo desejo de ascensão social e reconhecimento público. Um dos nossos maiores escritores e, influente homem público era afro-descendente. Entretanto, em seu atestado de óbito, é declarado como branco: Machado de Assis, no Brasil República com seu ideário higienista e seu propósito de branqueamento, foi transformado em branco para contemplar a cegueira de nossas elites nacionais.
Seu atestado de óbito, antes de mais nada, confirma o processo de branqueamento a que estamos expostos. Isso nos informa um ideário eugênico inscrito no ordenamento: “negro desapareça ou torne-se branco”. Injunção racista que nos remete ao impossível.
O processo que sofremos de “coisificação” no período escravocrata foi contraposto por nossas produções culturais e religiosas, que impulsionaram um permanente movimento de enfrentamento, entretanto; essa originalidade ancestral tem sido atravessada por leituras preconceituosas e pejorativas que tendem a uma dimensão hegemônica na contemporaneidade.
Esse movimento retoma às navegações que nos trouxeram, faz parte de nossa condição existencial de sermos viajantes e de termos a diáspora como elemento constitutivo de nossa negritude o que comporta inúmeros impasses.
Todavia, a presença africana no Brasil e no mundo, bem como, as múltiplas culturas e religiões implementam entre outras coisas, na contra mão da barbárie, o samba, a capoeira, o candomblé, o maracatu, a vida e os textos de Machado de Assis, entre outras coisas.
Atos dessa magnitude desenvolvem referências, que orientam nossas lutas contra o racismo e a desigualdade racial porque revelam que em tempo algum fomos bestialidades escravas. No mundo, nossa presença negra, também, produziu outras saídas singulares – nem por isso despolitizadas e inocentes – de enfrentar, corajosamente, o racismo com todo seu potencial exterminador inclusive de nossas culturas ancestrais e tradicionais.
Enfrentar o terrorismo tem haver com isso porque ele comporta outras formas de marginalidade e coisificação como o racismo. Devemos urgentemente consultar Mandela que em sua luta contra o apartheid foi considerado terrorista. Seria, no mínimo, um diálogo interessante. Aliás, sua historicidade revela uma bela consideração acerca da coragem que não implica ausência de medo.
Todos nós estamos com medo, aterrorizados e me ocorre que a única saída é falarmos disso para encontrarmos um fundamento que não seja militar, bélico, mortal e relativo à guerra de todos contra todos. Nossa Política, como aponta Foucault, precisa superar esse paradigma terrorista da guerra de todos contra todos.
Um pouco de psicanálise informa que demos – ao assassinar um assassino – um atestado de guerra mútua e sem fim. Parece-me que ratificamos o terrorismo como um fundamento que une o ocidente ao oriente em uma cruzada sem fim. Nesse ordenamento, caminhamos loucamente rumo a um precipício e isso não é prudente.
(Ricardo Santos Rodrigues)
terça-feira, 5 de abril de 2011
Gênio Indomável
Gênio Indomável foi lançado em 1997,mas só recentemente assisti.
Realmente vale a pena assistir!É um bom filme que adentra no campo da Psicologia do Desenvolvimento com algumas abordagens apresentadas.
Em outras palavras:
Eu recomendo! ;)
Uma pequena análise:
Logo no início do filme o talento que Will tem em resolver problemas matemáticos que estudiosos demoraram anos para decifrar é surpreendente.O fato de Will nunca ter frequentado regularmente a escola e possuir essas habilidades, está relacionado a uma abordagem Inatista-Maturacionista da Psicologia, em que as principais ideias consistem em hereditariedade e maturação, sendo esta, independente de experiências adquiridas.
A explicação para esse fenômeno,portanto,é biológico.Não foi necessário a experiência em uma escola para que o jovem desenvolvesse e aprendesse.A aprendizagem,nesse caso,dependeu do nível de desenvolvimento que dependeu da hereditariedade e da maturação.
Outro fator importante de ser analizado é o comportamento rebelde.Will se envolvia em brigas,xingamentos, fazia parte do vocabulário e as farras e bebidas eram diariamente.É de extrema relevância ressaltar que, o ambiente em que Will vivia era propício e ele era influenciado por este.O rapaz se adaptou aquela realidade e essa é a abordagem comportamentalista, que explica toda rebeldia.
O psicólogo Sean Maguire tem um papel fundamental no filme.Depois da 1ª sessão mal sucedida,Sean conhece um pouco de como Will é e decide aplicar na psicoterapia o método Humanista.Sean percebeu que alguns comportamentos indesejáveis que o rapaz emitia era uma defesa e que apesar de Will ser um gênio não conseguia responder uma simples pergunta como o que ele realmente queria fazer na sua vida.Ao longo da psicoterapia,uma boa relação entre os dois é promovida,diferente da concepção de que deve se ter uma relação distante entre psicólogo e paciente.Com a construção dessa relação mais íntima e empática e com uma ênfase na vida psicológica do paciente,o psicólogo faz Will analisar seu próprio comportamento e questionar seus valores, auxiliando-o em suas escolhas.Na vida emocional Will era apenas uma criança e o encontro com esse psicólogo e seus métodos Humanista,ele pode amadurecer, compreender seu desequilíbrio,fazer uma avaliação de si e procurar as soluções consideradas necessárias para o caso.Will pôde fazer suas escolhas baseado no que ele queria para ter sua realização e crescimento pessoal independente de ter que se dedicar a área de exatas.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Aquisições - Psicologia
As minhas mais novas aquisições são de dar água na boca...
Eu não resisto a livros...Não adianta...
1- (Psicologias - Uma Introdução ao Estudo de Psicologia) Bom para breves pesquisas em Psicologia.Variados temas de uma forma mais sucinta que possibilita uma introdução com uma visão mais geral das abordagens em Psicologia:
2- (Psicologia e Trabalho Pedagógico) Bom para estudo de Psicologia da Aprendizagem:
Eu não resisto a livros...Não adianta...
1- (Psicologias - Uma Introdução ao Estudo de Psicologia) Bom para breves pesquisas em Psicologia.Variados temas de uma forma mais sucinta que possibilita uma introdução com uma visão mais geral das abordagens em Psicologia:
2- (Psicologia e Trabalho Pedagógico) Bom para estudo de Psicologia da Aprendizagem:
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
●๋•Empregabilidade e perspectiva de atuação no campo da Psicologia.●๋•

18 e 19/11/2010 - III Semana da Psicologia SÃO CAMILO-ES, cujo tema foi intitulado “Empregabilidade e perspectiva de atuação no campo da Psicologia, contou com vários profissionais e representantantes da área.”
A palestra do dia 18 foi ministrada pela professora e pesquisadora Paola Vargas Barbosa, doutoranda pela universidade federal do Rio grande do Sul, que mostrou um panorama atual da psicologia no exterior, no Brasil e mais precisamente no estado do Espírito Santo (ES).
Os espaços de atuação do psicólogo são amplos e podem ser tradicionais ou não-tradicionais.
Tradicionais: Clínica, acadêmica, Serviço social, organizacional, escolar, comunitária, trânsito e hospitalar.
Não tradicionais: Esporte, ambiental, Forense, Comunicação, Auxílio em calamidades etc...
Atualmente há uma concentração muito maior dos profissionais nos locais tradicionais, apesar dos espaços não tradicionais estarem se ampliando com o passar do tempo. Uma universidade privada de Vitória em parceria com o CRP fez pesquisas em média com 800 psicólogos de 1000 atuando no estado em 2000. Com um percentual considerável, 80%%, a prática clínica é a mais desenvolvida, porém, os psicólogos que atuam nessa área têm mais de 1 trabalho - Isso mostra que a renda só da prática clínica não é satisfatória.A pesquisa foi no ano de 2000,mas podemos observar que muitas coisas que mudaram ainda não são tão consideráveis a ponto de reverter a situação e dispensar totalmente os dados obtidos na pesquisa.

Algumas áreas de atuação e perspectiva de atuação:
São muitas áreas,mas vou comentar apenas 3 delas...
A maioria das vagas abertas aos psicólogos é na área organizacional, e existe um número considerável de psicólogos ingressando nessa área.
A acadêmica requer um estudo contínuo e muito esforço: Pós graduação, mestrado, doutorado... Pra quem gosta, é uma área muito rica!
A Psicologia escolar ainda um pouco confusa em detrimento do consenso da função do psicólogo dentro da instituição e apesar de ser tradicional é bem deficiente, principalmente na escola pública onde não vemos psicólogos atuando.
Já temos psicólogos sem fronteiras, como temos os médicos sem fronteiras que atuam em auxílio às calamidades, principalmente no exterior, em terremotos, catástrofes etc...Esperamos que esse espaço,como outros não tradicionais, se amplie ainda mais e conceda muitas oportunidades aos profissionais da área.
Só lembrando aos curiosos que pretendem ingressar nessa área: O salário considerado mínimo a ser pago ao profissional da psicologia é de aproximadamente R$ 1.500 dependendo da carga horária. (Sem a prática da clínica privada)
terça-feira, 19 de outubro de 2010
●๋• O estudante de Psicologia frente à Ética ●๋•
Já em sua formação acadêmica, o estudante de psicologia se depara com diversas situações que o levam a refletir sobre como agir de maneira ética diante dos diferentes tipos de demandas que se apresentam em seu dia-a-dia. Para isso, faz-se necessário definir o significado de ética e qual a relevância dela para o estudante de Psicologia em particular.
Ética diz respeito à reflexão crítica que se faz sobre a moral – moral esta que consiste nos valores concernentes ao bem e ao mal, ao permitido e ao proibido, e à conduta correta – ou seja, é pensar naquilo que se faz, repensar os costumes, normas e regras que existem na sociedade.
Considerando estes fatos, pode-se dizer que o ensino escolar possui um papel relevante na formação ético-moral do indivíduo e, consequentemente na construção da cidadania, atuando por meio de ações e práticas voltadas diretamente a valores e habilidades sociais que estimulam a solidariedade, respeito aos direitos e deveres, honestidade e transparência nas questões políticas e públicas, respeito ao meio ambiente, entre tantas outras. A universidade também contribui para a solidificação dessa cidadania quando transmite ao aluno noções de igualdade, liberdade e de comunidade, que levam à consolidação de ideologias comprometidas com a redução das diferenças sociais; e que, como indivíduo participante de uma sociedade, ele não é somente um recipiente do saber, mas tem um compromisso de tentar mudar a realidade de seu país. Desta forma, possuindo um repertório ético e social, o aluno interage de maneira positiva com outros indivíduos e aprende a lidar com as diferenças e a solucionar conflitos, permitindo assim um crescimento não só pessoal, mas também do outro.
Estar a serviço da Psicologia, é unir um caráter ético e uma atenção especial aos valores e demandas sociais, é estar a serviço do outro. Portanto, enquanto alunos de psicologia, é necessário que estejamos familiarizados com a ética e que façamos dela o princípio que rege nossas atitudes desde já, pois é na universidade que estamos moldando nosso caráter profissional. Isso implica sermos pessoas éticas dentro ou fora do ambiente universitário e conscientes de que tudo que fazemos e somos durante o período acadêmico de certa forma fará parte de nossa história profissional no futuro.
Ética diz respeito à reflexão crítica que se faz sobre a moral – moral esta que consiste nos valores concernentes ao bem e ao mal, ao permitido e ao proibido, e à conduta correta – ou seja, é pensar naquilo que se faz, repensar os costumes, normas e regras que existem na sociedade.Considerando estes fatos, pode-se dizer que o ensino escolar possui um papel relevante na formação ético-moral do indivíduo e, consequentemente na construção da cidadania, atuando por meio de ações e práticas voltadas diretamente a valores e habilidades sociais que estimulam a solidariedade, respeito aos direitos e deveres, honestidade e transparência nas questões políticas e públicas, respeito ao meio ambiente, entre tantas outras. A universidade também contribui para a solidificação dessa cidadania quando transmite ao aluno noções de igualdade, liberdade e de comunidade, que levam à consolidação de ideologias comprometidas com a redução das diferenças sociais; e que, como indivíduo participante de uma sociedade, ele não é somente um recipiente do saber, mas tem um compromisso de tentar mudar a realidade de seu país. Desta forma, possuindo um repertório ético e social, o aluno interage de maneira positiva com outros indivíduos e aprende a lidar com as diferenças e a solucionar conflitos, permitindo assim um crescimento não só pessoal, mas também do outro.
Estar a serviço da Psicologia, é unir um caráter ético e uma atenção especial aos valores e demandas sociais, é estar a serviço do outro. Portanto, enquanto alunos de psicologia, é necessário que estejamos familiarizados com a ética e que façamos dela o princípio que rege nossas atitudes desde já, pois é na universidade que estamos moldando nosso caráter profissional. Isso implica sermos pessoas éticas dentro ou fora do ambiente universitário e conscientes de que tudo que fazemos e somos durante o período acadêmico de certa forma fará parte de nossa história profissional no futuro.
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